Com J5, JAC quer pedaço do bolo dos sedãs médios
20/03/2012 - Thiago Moreno, de Mata de
São João (BA) / Fonte: iCarros
"Bom dia, você está num JAC J5". A
saudação do presidente da JAC Motors do Brasil, Sergio Habib, é dada ao
motorista que vira a chave do J5, o mais recente lançamento da marca no segmento
de sedãs médios. Uma recepção peculiar, mas com uma proposta conhecida:
ser agressivo neste mercado ainda inexplorado pelo fabricante de origem chinesa,assim como foi no de compactos e minivans, com a linha J3 e com o J6, no ano passado.
ser agressivo neste mercado ainda inexplorado pelo fabricante de origem chinesa,assim como foi no de compactos e minivans, com a linha J3 e com o J6, no ano passado.
A simpatia não vem só do sistema de
som. A primeira impressão a bordo do JAC J5 é boa. O material usado no
acabamento do painel é macio ao toque e há apliques na cor preta brilhante no
console central. Os detalhes chamam a atenção para um carro que custa R$ 53.800.
O chamariz do modelo, além do capricho na cabine, vem com uma farta lista de
equipamentos de série.
O propulsor 1.5 16V a gasolina tem comando variável de válvulas, capaz de entregar 125 cv de potência a 6.000 rotações e 15,5 mkgf de torque a 4.000 giros. Associado a ele há um câmbio manual de cinco velocidades.
Com 4,6 m de comprimento, 1,7 m de largura e 1,5 m de altura, o J5 tem porte, mérito do centro de design da JAC em Turim, Itália, que trabalha com o famoso estúdio Pininfarina. O entre-eixos de 2,7 m garante espaço aos passageiros, principalmente para quem vai atrás. No porta-malas, há 460 litros disponíveis para a bagagem.
Nadando com
tubarões
Com muito tempo de estrada, Toyota Corolla, Honda Civic, VW Jetta e Ford Focus Sedan circundam o J5 no segmento de médios. O preço é o principal fator que conta a favor do J5. Alternativas como Honda City e Volkswagen Polo o acompanham no valor, mas não em espaço.
A lista de equipamentos serve como boia nesse "mar" de opções e coloca o carro na mira do consumidor: rodas de liga-leve de 16 polegadas com pneus 205/55, ar-condicionado digital automático, rádio com entrada USB e seis auto-falantes, regulagem de altura para po banco do motorista e volante, trio elétrico e espelhos de cortesia iluminados nos para-sois, freios ABS com EBD, airbag duplo frontal, farois e lanterna de neblina, voltante revestido de couro (sem comendos do rádio), além de sensor de estacionamento fazem parte da lista de equipamentos de fábrica.
Visualmente bem acabado e com um pacote de itens de série o JAC J5 mostra suas armas para brigar no mercado. O espaço é amplo e acomoda bem até cinco adultos, as peças são bem encaixadas e não há sinal de falta de cuidado na montagem. No asfalto, o carro tem bom comportamento em curvas e absorve bem as imperfeições do pavimento, graças ao acerto da suspensão, que conta com um conjunto mult-link na traseira.
Milagre com o custo-benefício.
E com a Física?
Durante a condução, no entanto, o
motorista vai sentir que a direção é muito leve, fazendo com que haja constantes
correções no volante quando o carro atinge velocidade. Não há como ficar com as
mãos paradas na estrada. Os pedais também não falam "um bom português": o da
embreagem é impreciso, o do freio é macio demais e o do acelerador não responde.
O J5 tem um adversário de peso: o motor de 1,5 litro 16V é pequeno para carregar
os 1.315 quilos do carro.
O apelo principal do modelo é a
relação custo x benefício, assim como acontece com os outros carros vendidos
pela marca no Brasil. O fabricante espera vender entre 700 e 1.000 unidades por
mês do J5, cujo principal objetivo é tratar bem quem vai pagar pelo carro: seu
bolso.





