REPORTAGENS
JULHO 201
MOTORES V8
ELES SÃO CULTUADOS POR GERAÇÕES QUE VEEM NELE UMA EXPERIÊNCIA SENSORIAL
E CULTURAL
POR ULISSES CAVALCANTE
Motores V8 soam como música para os amantes. Emitem um som grave, que fica gravado na memória. Contrário aos efêmeros hits descartáveis, está há oito décadas nas paradas de sucesso. Sobretudo nos Estados Unidos, onde o V8 se popularizou, transcendeu a mecânica e tornou-se um dos símbolos da cultura automotiva daquele país.
Em 1915, a Cadillac levou o V8 aos automóveis pela primeira vez. Ele chega aos 97 anos com um corpanzil de fazer inveja: sob o capô do Mustang Shelby 1000, lançado para homenagear o construtor Caroll Shelby, borbulham 963 cv. Isso na versão de rua, pois o motor de pista vai aos 1 115 cv.
A identificação V8 refere-se à disposição dos cilindros no bloco do motor. A receita tradicional é a de duas bancadas de quatro cilindros dispostos em ângulo de 90 graus, formação que origina o termo "V". A configuração resolvia alguns problemas que os engenheiros enfrentavam conforme o mundo exigia automóveis cada vez mais velozes. Habituados ao padrão de quatro cilindros, a solução para elevar o torque era aumentar o diâmetro dos pistões, com o efeito colateral de reduzir o giro do motor. Resolvia a questão da força, mas não atendia aos anseios do público por velocidade. O jeito foi aumentar a quantidade de cilindros conectados ao virabrequim.
Potência e design eram prioridades das fábricas. As montadoras queriam atender um público jovem, que não via atrativos no estilo da década anterior. Foi nesse cenário que surgiram Pontiac GTO, Ply- mouth Barracuda, Buick GSX e Chevrolet Chevelle, que tinham em comum o visual agressivo e, claro, os V8, que entregavam o que a clientela queria.
Neste ano a Ford atiçou os cavalos e lançou o mais potente Mustang V8 de série, com 670 cv sob o capô. Ao lado da série especial que homenageia Shelby, a tropa mostra que o V8 tem disposição de sobra para continuar seu caminho, em alto e bom som.
Motores V8 soam como música para os amantes. Emitem um som grave, que fica gravado na memória. Contrário aos efêmeros hits descartáveis, está há oito décadas nas paradas de sucesso. Sobretudo nos Estados Unidos, onde o V8 se popularizou, transcendeu a mecânica e tornou-se um dos símbolos da cultura automotiva daquele país.
Em 1915, a Cadillac levou o V8 aos automóveis pela primeira vez. Ele chega aos 97 anos com um corpanzil de fazer inveja: sob o capô do Mustang Shelby 1000, lançado para homenagear o construtor Caroll Shelby, borbulham 963 cv. Isso na versão de rua, pois o motor de pista vai aos 1 115 cv.
A identificação V8 refere-se à disposição dos cilindros no bloco do motor. A receita tradicional é a de duas bancadas de quatro cilindros dispostos em ângulo de 90 graus, formação que origina o termo "V". A configuração resolvia alguns problemas que os engenheiros enfrentavam conforme o mundo exigia automóveis cada vez mais velozes. Habituados ao padrão de quatro cilindros, a solução para elevar o torque era aumentar o diâmetro dos pistões, com o efeito colateral de reduzir o giro do motor. Resolvia a questão da força, mas não atendia aos anseios do público por velocidade. O jeito foi aumentar a quantidade de cilindros conectados ao virabrequim.
Potência e design eram prioridades das fábricas. As montadoras queriam atender um público jovem, que não via atrativos no estilo da década anterior. Foi nesse cenário que surgiram Pontiac GTO, Ply- mouth Barracuda, Buick GSX e Chevrolet Chevelle, que tinham em comum o visual agressivo e, claro, os V8, que entregavam o que a clientela queria.
Neste ano a Ford atiçou os cavalos e lançou o mais potente Mustang V8 de série, com 670 cv sob o capô. Ao lado da série especial que homenageia Shelby, a tropa mostra que o V8 tem disposição de sobra para continuar seu caminho, em alto e bom som.
